18/04/2011 - Exportação dominada por grandes

Apenas 2,2% das micro e pequenas empresas de PE realizam vendas para fora.
Em Pernambuco, as exportações de micro e pequenas empresas (MPE) ainda são muito tímidas. Por ano, o Estado exporta uma média de US$ 1 bilhão, dos quais apenas 2,2% são realizados pelos empreendimentos menores, segundo informou o superintendente do Sebrae, Roberto Castelo Branco. “Hoje, 95% da exportação de uvas e mangas do Brasil são do Vale do São Francisco. Lá, existem 12 associações e cooperativas formadas por pequenos produtores, o que acaba facilitando as vendas para o mercado internacional, já que em regime de cooperativismo torna mais fácil produzir em grande volume para atender a demanda de outros países”, explica.
De acordo com o presidente da Confederação Nacional das Micro Empresas e Empresas de Pequeno Porte (Comicro), José Tarcísio da Silva, os principais entraves para a exportação são as burocracias alfandegárias e a falta de financiamentos. A quantidade de MPEs em Pernambuco é divergente. Para a Comicro, existe cerca de 120 mil empreendimentos, dos mais diversos segmentos, cadastrados no SuperSimples. Já para o Sebrae o número é bem maior: 175 mil grupos. Para Silva, é necessária uma pesquisa para diagnosticar a realidade do setor e, assim, ter dados mais concretos. Sobre as exportações, ele afirma que é um processo “mais fácil, por exemplo, para um artesão do que para um micro ou pequeno empresário”.
O presidente acrescenta que 56% da folha de pagamento das empresas de todo o País são representadas por empreendimentos de micro ou pequeno porte. Em Pernambuco, cerca de 65% dos empregos são gerados por elas, principalmente nos segmentos de comércio e serviços. Em seguida, vem o ramo da confecção, que representa 40% do total. “Além dos três municípios do Polo de Confecções (Toritama, Caruaru e Santa Cruz do Capibaribe), o Estado conta com uma forte produção na cidade de Surubim, onde existem mais de 600 empresas de pequeno porte”, conta.
Para fortalecer e preparar as MPEs para o mercado externo, o Sebrae as coloca em contato com empresas de logística e instituições financeiras para viabilizar crédito. O órgão ainda serve de ponte entre os compradores e vendedores de produtos e serviços, através de rodadas de negócios. “Para a economia do Estado como um todo, as MPEs representam 98,8% e empregam 48% da mão de obra”, enfatiza o superintendente do Sebrae, Roberto Castelo Branco. De acordo com dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, no primeiro trimestre deste ano Pernambuco apresentou um deficit de US$ 300 milhões na balança comercial.
Fonte: Folha de Pernambuco
Voltar


















