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15/08/2011 - Cresce número de empreendedores
15/08/2011 - Cresce número de empreendedores
15/08/2011 - Cresce número de empreendedores

Para a Femicro-PE, os números se devem aos benefícios do modelo empresarial. O imposto simplificado pago em taxa única pelos EIs é R$ 1, na área da indústria ou comércio (ICMS) e R$ 5 no setor de serviço (ISS).
Nos últimos dias, o que mais você ouviu no noticiário? Fazendo um rápido esforço de memória, talvez tenha sido a instabilidade do mercado financeiro nas bolsas de valores mundiais, não? Parece até que as únicas “bolsas” que subiram foram as da Louis Vuitton, Gucci, Prada. Mas quem é empreendedor individual (EI) deve estar imune às baixas acionárias e rindo à toa com a atual fase do setor.
A razão é simples. Dois anos após a criação da categoria jurídica do EI, a formalização dos trabalhadores por conta própria apresenta números expressivos e para 95% deles os negócios aumentaram ou permaneceram estáveis. A constatação é apenas uma da Pesquisa de Perfil do Empreendedor Individual, realizada pelo Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae).
O material é fruto de entrevistas com 10.585 EIs em todos os estados brasileiros, que atualmente somam cerca de 1,4 milhão de empreendedores formalizados, segundo a Federação das Associações de Microempresas e Empresas de Pequeno Porte em Pernambuco (Femicro-PE). Pelo relatório, 28% destes profissionais sentiram aumento nos negócios e 67% disseram que a demanda permaneceu estável.
Nos cálculos da Femicro-PE, Pernambuco tem entre 43 mil e 44 mil empreendedores individuais formalizados. O cenário é animador. Roberto José da Silva, 41, fabricante de pizza na comunidade Entra Apulso, em Boa Viagem, que o diga. Cadastrado no programa do EI há 14 meses, ele conta que o negócio cresceu 40% no período. Aumentaram as vendas, os sabores, a produção, o planejamento.
“Registrei a marca Massa di Livorno, introduzi código de barras nos produtos, conquistei fornecedores, aumento nos prazos e estou finalizando um plano de negócios. Os benefícios são inúmeros”, explica. No cardápio, os sabores saltaram de 30 para 73 e a produção de 300 pizzas (nos três tamanhos básicos) vai crescer a curto prazo. “Nos próximos 90 dias devo migrar para a categoria de microempresa. Quero gerar mais emprego e renda”, comemora.
Para a Femicro-PE, os números se devem aos benefícios do modelo empresarial. O imposto simplificado pago em taxa única pelos EIs é R$ 1, na área da indústria ou comércio (ICMS) e R$ 5 no setor de serviço (ISS). Já a alíquota paga à Previdência (com base no salário mínimo) caiu de R$ 59,95 para R$ 27,25 (redução de 6%). Valor total pago: R$ 28,25 (comércio/indústria) e R$ 32,25 (serviços).
Para José Tarcísio da Silva, presidente da Femicro-PE, não há mais motivos para os empreendedores permanecerem na informalidade. “Eles já têm experiência no que fazem, mas antes da figura tinham medo de arriscar, o peso da burocracia e da carga tributária era enorme. A responsabilidade do negócio era semelhante a uma pequena empresa ou multinacional”. Como o pizzaiolo Roberto, o futuro é promissor. “A tendência é de que os empreendedores individuais mudem de categoria empresarial em dois ou três anos”, completa José Tarcísio.
Fonte: Diario de Pernambuco
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