Segunda, 21 de Maio de 2012
   
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14/03/2011 - Estado ganhará agência de fomento em abril

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Instituição deve ser inaugurada no dia 8 do próximo mês, com missão de financiar empresas pernambucanas e estruturar novas cadeias produtivas


Aguardada por micros, pequenos e médios empreendedores do Estado, a Agência de Fomento de Pernambuco deverá ser inaugurada no dia 8 de abril. Com capital inicial de R$ 35 milhões, a instituição tem proposta não só de financiar os empresários locais, mas de estruturar cadeias produtivas no vácuo dos grandes empreendimentos em implantação no Estado. Para isso, além da concessão de crédito, a agência terá ação articulada com Sebrae, Senai e Fiepe. A instituição será a 19ª em atividade no País e a 6ª no Nordeste, depois das unidades do Rio Grande do Norte, Alagoas, Bahia, Maranhão e Piauí.

Apesar de iniciar suas operações com um pequeno capital, o compromisso com o Banco Central é que dentro de quatro anos a agência tenha em caixa R$ 100 milhões para atender aos empreendedores. O presidente da agência, Agnaldo Nunes de Souza, diz que está em fase de detalhamento das taxas de juros e dos limites mínimo e máximo dos empréstimos. As taxas de juros não serão subsidiadas e a estimativa é que oscilem entre 1,2% e 2,5%. Os financiamentos vão seguir as mesmas regras do sistema financeiro, com exigência de cadastro sem restrição e a apresentação de garantias pelos empresários.

“Ainda estamos definindo quais serão as duas primeiras operações-piloto da agência, mas a expectativa é que uma delas seja no setor de confecções, atendendo a uma demanda por fardamento industrial no Complexo de Suape”, adianta o economista, que vai tocar a instituição junto com uma equipe de 18 consultores contratados no mercado financeiro local.

O projeto de abertura de uma agência de fomento em Pernambuco vem de 1998, quando o Bandepe foi privatizado. O projeto voltou à pauta durante a primeira gestão do governador Eduardo Campos e a estimativa era que a instituição fosse inaugurada em novembro do ano passado. “A crise econômica mundial, entre o final de 2008 e 2009, acertou em cheio o setor financeiro e acabou atrasando um pouco o nosso projeto, mas estamos finalizando o modelo da operação e as instalações físicas para inaugurar”, justifica Souza, lembrando que a meta é abril, preferencialmente no dia 8.

A Agência de Fomento vai funcionar no número 906 da Avenida Agamenon Magalhães, próximo ao Clube Português. “Vamos disponibilizar tecnologia avançada, com um sistema de software que permita ao empreendedor fazer toda a sua demanda online e obter uma pré-aprovação antes de apresentar os papéis”, diz o presidente da agência. Souza destaca que o diferencial da agência será o trabalho de estruturação das cadeias produtivas, que vai permitir internalizar os impactos positivos dos grandes empreendimentos, além de apostar no reforço da interiorização do desenvolvimento. “Nossa ideia é fazer uma interlocução entre possíveis clientes e fornecedores”, destaca. Para divulgar a agência será realizada parceria com diversas entidades de classe, como federações da indústria, comércio e agricultura.

A agência está vinculada à Secretaria de Trabalho, Qualificação e Empreendedorismo. O governo detém 99% de participação societária e o restante é distribuído entre Agência de Desenvolvimento Econômico de Pernambuco (AD Diper), Federação das Associações de Microempresas e Empresas de Pequeno Porte de Pernambuco e Sindicato das Indústrias de Gesso de Pernambuco.

Arranjos produtivos são estimulados pela agência

Uma maratona por 2,4 mil quilômetros dos rincões pernambucanos foi empreendida no final de fevereiro pela Agência de Desenvolvimento Econômico de Pernambuco (AD Diper). O motivo: vistoriar o andamento de projetos que juntos somam R$ 3,88 milhões em investimentos em oito municípios dos Sertões do Moxotó, Itaparica, São Francisco e Araripe. O órgão estadual normalmente vinculado à tarefa de atração de indústrias tem um trabalho extremamente importante para o futuro da economia do Estado – o de estimular os Arranjos Produtivos Locais (APLs).

São quatro as atividades abarcadas nessa primeira fase de investimentos. Pecuária leiteira (quatro municípios), fruticultura (também quatro cidades) apicultura e caprinovinocultura (uma em cada). Os resultados, segundo a equipe da Gerência de APLs da AD Diper, são animadores. Prova de que o investimento nessas pequenas cadeias produtivas é tão ou mais importante para interiorização do desenvolvimento que levar indústrias para municípios sertanejos. Afora os aportes necessários serem menores, a ideia de fomentar o empreendedorismo é mais interessante que simplesmente tornar os moradores empregados do tipo “chão de fábrica”.

Nada menos que 3.803 produtores têm sido beneficiados pelas ações. Uma das mais bem sucedidas foi a instalação de um tanque de resfriamento de leite no Sítio Lagoa do Algodão, em Manari. A estrutura permite dar mais qualidade ao produto, além de garantir as condições básicas de segurança alimentar. Com ele, a partir deste mês, os 14 pequenos produtores da localidade se tornarão fornecedores da empresa Betânia, que vai inaugurar uma planta fabril em Pedra, no Agreste. A estimativa é que eles obtenham uma receita bruta diária de R$ 748. Ou seja, R$ 22.440 por mês.

 
Fonte: Jornal do Commercio 

 

 

 


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