Segunda, 21 de Maio de 2012
   
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18/10/2011 - Empreendedor individual pode ganhar acesso a fundos e outros financiamentos

Agncia_Senado
Categoria criada para estimular a formalização de pequenas atividades — como as de açougueiro, alfaiate, barbeiro e eletricista — poderá receber programas nacionais de crédito, segundo proposta aprovada por unanimidade em comissão.
 

 
Empreendedor individual (EI), que recolhe tributos pelo Simples Nacional, pode ganhar acesso aos fundos constitucionais de financiamento do Norte (FNO), do Nordeste (FNE) e do Centro-Oeste (FCO). Projeto (PLS 59/10) aprovado anteontem pela Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) também estende a essa categoria benefícios do Programa Nacional de Microcrédito Produtivo (PNMP) e do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT). 

A proposta, de Renan Calheiros (PMDB-AL), ganhou apoio unânime na comissão. Com recomendação favorável do relator, Cyro Miranda (PSDB-GO), que atuou no lugar de Ciro Nogueira (PP-PI), o texto recebeu decisão terminativa e agora segue para a Câmara dos Deputados, se não houver recurso para votação em Plenário. 

— A matéria é muito importante para a economia brasileira e a formalização dos negócios — salientou Renan. 

Pela legislação atual, podem se enquadrar como empreendedores individuais os autônomos com receita anual de até R$ 36 mil. Mas esse teto deverá subir para R$ 60 mil anuais assim que for sancionado o projeto com alterações no Estatuto da Micro e Pequena Empresa, que acabou de ser aprovado pelo Congresso.

A categoria de empreendedor individual foi criada para estimular a formalização em pequenas atividades, como as de açougueiros, alfaiates, barbeiros, costureiros e eletricistas, entre outras funções. Com a formalização, eles passam a ter cobertura previdenciária para si e para a família, pagando apenas 11% sobre o salário mínimo. Ficam isentos de tributos federais e recolhem apenas R$ 5 de ISS para os municípios e R$ 1 de ICMS para os estados. 

Na justificação do projeto, Renan observa que o PNMP, que incentiva a geração de trabalho e renda, já liberou créditos de R$ 6,6 bilhões entre 2005 e 2009. Ele considera que a inclusão do empreendedor individual entre os beneficiários dos fundos constitucionais é compatível com o desenvolvimento regional. Os três fundos contavam com cerca de R$ 15 bilhões para novos créditos em 2010. Além de bancar benefícios diretos aos trabalhadores, como o ­seguro-?desemprego e atividades de qualificação, o FAT também alimenta linhas do BNDES.

Fonte: Agência Senado 
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